ENCONTRO PERNAMBUCANO DE COCO

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Público do Encontro Pernambucano de Coco vem garatindo a preservação do rítmo do Coco de Raízes em seus diversos estilos


O Encontro Pernambucano de Coco veio para ficar. Há pelo menos quase um século, no Alto Santa Rosa, no pequeno povoado de Pontezinha, teve ínicio o folguedo do coco na localidade organizado por Dona Véia, moradora antiga já falecida e muito conhecida do lugar, precussora da tradição, que foi logo herdada pelo saudoso Mestre Zezinho Varelo e personagens ilustres como Mestre Antenor, Dona Dalva (Rainha do Coco) e Mestre Goitá (in memoriam), que juntos conduziram por dédadas as sambadas tradicionais e tão comentadas pelos moradores da localidade do antigo Palanque do Coco, aonde moradores e visitantes varavam o dia e a noite para dançar e cantar o tradicional Coco de Pontezinha. O povoado de Pontezinha, formou-se no entorno da histórica Fábrica de Pólvora Powder Factory (séc XIX), em Vilas Operárias contruídas pela própria fábrica. Ainda hoje estas pequenas casas podem ser vistas ou visitadas. Atualmente a Fábrica de Pólvora Elephante, assim também conhecida, encontra-se fechada e desativada, devido a inúmeras explosões ocorridas ao longo de sua secular existência. A Fábrica de Pólvora deixou marcas profundas nos moradores de Pontezinha, e em pelo menos cada pequena casa da vila uma vida foi ceifada nas explosões. Naquele tempo o Coco acontecia como brincadeira para reunir os amigos, aterrar o piso e as paredes das casas e também aliviar os sentimentos de muitos, em face aos acontecimentos acometidos na localidade.
O Coco de Pontezinha virou tradição que passa de pai para filho, e hoje é motivo de orgulho para os seus moradores. Nos dias da realização do Encontro Pernambucano de Coco a Comunidade de Pontezinha é bastante beneficiada com a difusão da mídia (rádio, tv e internet), visitação milhares de pessoas em busca de lazer e entretenimento proporcionados pelo festival, é certa também a presença dos Mestres, Griôs e Brincantes da Cultura Popular do Coco de Raízes e também pela realização das oficinas culturais de formação e capacitação, que a quase uma década vem contribuindo para a preservação e manutenção da dança e do rítmo, garantindo a renovação e formação do público do coco, bem como o aquecimento do seu comércio local.

Um comentário:

veronica disse...

Parabéns pela iniciativa, pois Pernambuco preciso se reencontrar na sua cultura de origem. É assim que construimos a nossa cidadania!Parabéns povo cabese mostrando que o povo de Cabo valoria o que é cultura!